terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fujo para aquele inexistente lugar


É estranho dizer o que sinto,
Te amo e te quero o mal,
Te odeio e te quero o bem.

Ao fechar os meus olhos logo te vejo,
Um sorriso, uma voz.
Um olhar, um carinho.
E assim, como o vento que me corta a face,
Te vejo ferir, debochar.

E palavras,
De pouco em pouco me dominam a mente,
Já não quero mais,
Não sei o que sinto ou o que escolher,
E corro, para longe, o mais distânte...
Fujo de meus pensamentos,
De mim e de todos,
Dos sons, do vento...

Vou para bem longe,
Sem abrir os olhos,
Sem medo...
Apenas corro,
E a cada passo que dou chego mais perto,
Daquilo que não quero chegar...
Dou voltas e voltas sem sair do lugar.

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